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Reforma Tributária e Tributos Indiretos: como alinhar o planejamento estratégico às novas diretrizes?



 

Reforma Tributária e Tributos Indiretos: como alinhar o planejamento estratégico às novas diretrizes?

Saiba como revisar planejamento, estrutura societária e investimentos à luz das novas regras

Após décadas de debate, a Reforma Tributária sobre o Consumo foi aprovada, dando início a uma das mais profundas transformações no cenário empresarial brasileiro desde o Plano Real. Embora o novo sistema prometa simplificação e maior previsibilidade, ele demanda uma reavaliação estratégica por parte dos líderes.

Agora, mais do que nunca, as empresas precisarão ir além da simples adaptação à lei, repensando suas estratégias para sustentar a competitividade neste novo cenário. Com um período de transição que se estende de 2026 a 2032, antecipar-se é crucial. A partir de conversas com especialistas do mercado e líderes empresariais, identificamos as principais dúvidas sobre o tema e compartilhamos aqui os pontos de atenção que ajudarão sua empresa a navegar por essa jornada de mudanças.

Estratégia empresarial e planejamento

A mudança no sistema tributário não afeta apenas rotinas operacionais: ela também exige uma revisão mais ampla do planejamento estratégico das empresas. Decisões societárias, fiscais e de investimento precisarão ser reavaliadas à luz das novas regras e de seus impactos ao longo da transição.

  • Como recalcular valuation e EBITDAs projetados, considerando os novos efeitos fiscais?

Sem dúvida, esta preocupação é chave. Todas as projeções sendo elaboradas neste momento e a partir de agora tem que necessariamente refletir as mudanças que estão por vir de forma detalhada e pormenorizada. As empresas devem contratar consultores tributários capazes de estimar de forma bastante precisa como seus demonstrativos financeiros vão “parecer” quando a reforma estiver em efetivo funcionamento. Porém, um efeito que vai parar sobre as projeções é o que elencamos acima como um reequilíbrio entre as forças de mercado. Ressaltamos que o fato de a reforma buscar efeito neutro da carga tributária com rearranjos entre setores trará a necessidade de que estes setores revejam seus equilíbrios de preços e margens e isto ainda não se sabe com precisão como “pesará” sobre as projeções.

  • Vale a pena acelerar ou adiar operações de M&A?

Claramente a reforma pode acelerar ou adiar movimentos. Suponha uma indústria que queria o mais rápido possível incrementar a sua operação em regiões não incentivadas e que considere melhor comprar uma empresa localizada nestas regiões do que começar uma nova operação do “zero”. Ou outro exemplo, a venda de empresas que possuam benefícios em regiões incentivadas pode ser adiada ou simplesmente descartada em definitivo pois tal operação pode vir a se tornar inviável no pós-reforma.

  • Quais podem ser os impactos sobre o Valuation das empresas?

De forma geral, haverá mudança no Valuation das empresas diretamente impactadas pela reforma de forma positiva ou negativa. Ou seja, naqueles negócios onde houver aumento potencial de geração de caixa, que pode ser o caso de atividades industriais como mencionado acima, deverá haver melhora de Valuation. Enquanto em setores onde o fluxo de caixa vier a ser negativamente impactado, os Valuations serão negativamente impactados.

Além das dúvidas relacionadas ao planejamento estratégico das empresas, os empresários também têm procurado entender melhor os impactos práticos da reforma, o que muda na tributação em setores industriais e de serviços, e pontos de atenção relacionados à tributação nas diferentes regiões do Brasil.

Olhar para o longo prazo

As novas regras tendem a ampliar a transparência e a previsibilidade do ambiente tributário, mas a fase de transição exigirá ajustes cuidadosos e alinhamento contínuo às normas complementares que ainda serão publicadas. Conforme o avanço da regulamentação, novas dúvidas, além das já mencionadas neste conteúdo, poderão surgir. É fundamental fazer as perguntas certas e buscar clareza sobre os impactos específicos para cada modelo de negócio de forma  que a transição ocorra com o menor impacto possível e para que a empresa se posicione adequadamente no novo cenário. Nesse contexto, a orientação de parceiros especializados é fundamental para esclarecer dúvidas, avaliar cenários e apoiar a adequação das empresas às novas exigências, preservando a eficiência operacional e financeira. Seguimos acompanhando de perto as movimentações do mercado e os desdobramentos regulatórios, atentos aos impactos para os negócios.




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