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Sucessão: você contrataria seu filho para presidir sua empresa? Fusões e aquisições – M&A



 

Vendendo sua Empresa #4 – Sucessão: você contrataria seu filho para presidir sua empresa?

Bem vindo ao Vendendo sua Empresa. Vou fazer uma pergunta provocativa para você. Será que você contrataria seu filho ou sua filha ou um sobrinho seu como diretor presidente da sua empresa para te suceder? Segura essa resposta com você, hoje no nosso quarto programa do Vendendo sua Empresa, a gente vai literalmente botar a mão nessa ferida e falar sobre seus sucessores. Eu sou Denis Morante, sócio fundador da Fortezza Partners, um apaixonado por fusões e aquisições.  

E vamos lá, vamos falar sobre essa pergunta. Suponha que a sua resposta ao final seja não. Não contrataria. Então você não tem um sucessor. Se você não tem o sucessor, vou ser honesto com você. Não precisa ficar triste, nem deprimido e nem jogar tudo para o alto. A probabilidade de uma empresa ser sucedida por um filho de um fundador, gente, é muito baixa. Há estudos mundiais que olham todas as economias em todos os cantos do planeta, que chegam à conclusão que a chance ali de um dígito percentual de uma empresa ser diversas vezes sucedida dentro da mesma família.  

O que eu quero dizer com isso? Se a sua empresa tem 100 anos, vamos fazer uma conta básica aqui que as pessoas ficaram 20 anos a frente da empresa. São cinco sucessões que você precisa ter dentro da sua família, bem feitas, tendo peixes que viraram peixinhos. Novos Pelés que chegaram na sua empresa e conseguiram gerenciá- la por mais um ciclo, fazendo com que ela durasse 100 anos. Então fique tranquilo, a probabilidade é sempre muito baixa. E, além disso, quando a gente conversa com os nossos filhos, eu sou pai, e u tenho três lindos meninos na minha casa. Cada um tem seu gosto, cada um tem sua capacidade, cada um tem sua competência. Às vezes o seu filho até é o craque que você gostaria que ele fosse, mas ele não está a fim de tocar aquele negócio. E talvez por conta da indústria, talvez por conta da geração a que ele pertence. Hoje a gente tem a Z, a W, H e cada hora tem uma nova. Cada hora as gerações são mais rápidas, elas duram menos tempo e são os millennials e etc.  

Então pode ser que seu filho tenha muita competência, mas não tenha vontade, não tem as mesmas motivações, os mesmos motivos, razões que fizeram com que você empreendesse, criasse essa belíssima empresa que é da família. Esse assunto é muito delicado e o nosso recado para você é leve esse assunto com sinceridade. Leve esse assunto com honestidade. Por exemplo, um cliente nosso nos contou como é que ele conduziu esse assunto dentro da família. Ele tinha 60 anos e decidiu fazer essa pergunta para os filhos, botar a mão nessa ferida e dar para eles a oportunidade honesta de responder com sinceridade para ele. E assim ele perguntou: ” Vocês querem tocar a empresa daqui para frente? Eu tenho 60 anos, não quero estar tocando a empresa aos 70, nem aos 80. Eu quero começar a encaminhar minha sucessão.” E os filhos disseram: “P ai, numa boa. A gente não está afim.” E esses filhos hoje a gente, eu vou dizer para vocês, empreenderam em outros setores e são excelentes empresários. Então, tinham competência eram sim, filho de peixe, peixinho é, mas não necessariamente queriam tocar aquela empresa. Decisão tomada, os filhos não queriam tocar.  

Ele fez aquilo que a gente já falou nos nossos programas anteriores vendeu na hora certa, vendeu na alta e com o apoio dos filhos. Os filhos participaram de todo o processo e ajudaram o pai a chegar naquele momento tão decisivo da vida da família como um todo. Então, pessoal, é um assunto complicado. É um assunto delicado, eu sei. É difícil a gente admitir que nosso filho não é o melhor aluno da escola, que não é o melhor jogador de futebol e, eventualmente, que ele não vai ser aquele sucessor. Talvez não seja a vontade dele, não seja o desejo até o momento histórico, não faz com que ele queira fazer aquilo.  

Mas fica tranquilo, deixa ele escolher o caminho dele. Pode ser que seja empreender em outro setor, pode ser que seja ajudar você administrar os recursos da eventual venda. E vamos lá, a venda pode ser o caminho natural a ser seguido. Quando você identifica com honestidade, com sinceridade, dando direito para os teus filhos de admitirem que eles não serão os seus sucessores. Então pessoal, terminamos a esse tema espinhoso que é o tema da sucessão. É um tema delicado. Colocamos a mão na ferida, vocês façam a mesma coisa, vai ser importante.  

Muito obrigado por ter a companhia de vocês. Mandem para nós as suas perguntas pelas redes sociais, acessem este videocast e os outros que nós fizemos pelo YouTube e pelas outras plataformas preferidas. Eu sou Denis Morante, sócio da Fortezza Partners e convido vocês para o nosso próximo programa, onde vamos continuar falando sobre angústias e paradigmas na venda da sua empresa. Muito obrigado e um abraço.  



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